terça-feira, 9 de abril de 2013

CURSOS




SABER VER É FAZER ARTE

 


SINOPSE 

Prática na qual, exercícios de observação visual, debates e exercícios de desenho e pintura, estimulam a percepção ativa e o desenvolvimento da sensibilidade dos indivíduos para a apreciação das obras de artes plásticas.

 

JUSTIFICATIVA


Qualquer imagem – desde uma obra prima de pintura até um desenho infantil – constitui-se de alguns elementos básicos: linhas, superfícies, texturas, volumes, luz, cor. São estes que estruturam as orientações espaciais na imagem e essas, por sua vez, correspondem aos conteúdos expressivos que são comunicados. Por isto, o conhecimento da linguagem das formas visuais e o desenvolvimento da percepção ativa para as formas e suas relações numa imagem, são fundamentais para que se alcance os  objetivos que se propõem a seguir.

OBJETIVOS


-          desenvolvimento da sensibilidade dos participantes para melhor apreciação e compreensão de imagens visuais (artísticas ou quaisquer outras).

-          Estimular a interpretação de significados de obras de artes plásticas como prática criativa.


METODOLOGIA


-          exercícios de observação visual e interpretação expontânea de obras de artes plásticas.

-          Análise dos elementos de linguagem das formas visuais (linha, superfície, volume, luz, cor), suas relações na estruturação espacial da imagem e seus valores expressivos.

-          Exercício de desenho e pintura e concomitante análise dos elementos visuais usados, procurando compreender, na prática, os modos pelos quais se dá a comunicação através das formas visuais.



PÚBLICO ALVO

Maiores de quatorze anos.


DESENVOLVIMENTO 

PALESTRA -Tem duração de três horas, nas quais os participantes são convidados a observar e discutir sobre imagens e os elementos que as constituem. Nela os participantes podem conhecer e experimentar novas possibilidades de apreciação e compreensão de imagens. 

CURSO - Com duração mínima de quatro aulas, de três horas, cada aula. Desenvolve o conteúdo através de discussões e exercícios práticos de desenho e pintura. Pode incluir ainda o aprendizado de técnicas de pintura e desenho.


EQUIPAMENTOS

Cavalete, ou similar, para apoiar quadros; projetor de transparências; projetor de slides; tela para projeção; lousa para escrever e desenhar.




PALAVRA IMAGEM
A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS

SINOPSE
Prática de exercícios para desenvolver a habilidade de contar histórias.

JUSTIFICATIVA
A história contada provoca no ouvinte a vivência daquilo que é narrado. O conteúdo da história é sentido como vivido e torna-se conhecimento.
Contar história é tanto mais eficaz quanto maior a habilidade de quem o faz. Essa habilidade pode ser desenvolvida e é o objetivo que se propõe.

OBJETIVO
Estabelecer relações significativas entre palavras e imagens.
Exercitar vários modos de vivenciar as histórias e conhecer seus ritmos e intenções.
Explorar vários modos de enunciar as palavras e os textos.

METODOLOGIA
Exercícios de criação e uso de imagens, buscando vivenciar a história.
Explorar as conexões da linguagem oral com a das imagens visuais.
Explorar a palavra buscando sentidos além dos comuns.

DESENVOLVIMENTO
A palavra: experimentar seus sentidos da significação à sensação.
Imagem; explorar a leitura da imagem visual em sua própria sintaxe.
Pesquisar as relações entre palavra e imagem.

 

   

CURRICULUM VITAE







Edilson Guglielmeli                                                  

Brasileiro                                                                 

Solteiro                                                              

Nasc. : 27/03/60                                                    
E-mail:saberverfazerarte@bol.com.br




                                                                                                    

QUALIFICAÇÕES           

Artista Plástico: Técnicas de desenho, aquarela, pintura em painéis.

Conferencista: palestras sobre Arte Plástica

Contador de Histórias: contos populares, mitológicos e de autores.




FORMAÇÃO



Universidade Federal de Viçosa - Engenharia Agronômica

Período de 1979 a 1984




CURSOS



Licenciatura em Biodança - Escola Paulista de Biodança

Período de 1985 a 1989

São Paulo - São Paulo

Aquarela - Atelier Alfredo Andersen

Ano de 1988

Curitiba - Paraná

Aquarela - Atelier da Prof. Lina Yara Otto

Ano de 1989

Curitiba - Paraná

A arte de contar histórias - curso ministrado pela prof. Regina Machado

Abril de 1994

São Paulo - São Paulo







EVENTOS



Exposição de desenho e aquarela (individual)

Período de 25 a 29 de outubro de 1999, realizada no saguão da Câmara Municipal de São Paulo

São Paulo – São Paulo


Participação na imprensa


Escreve crônicas semanais e artigos sobre artes plásticas, publicadas no jornal A Noticia , de Joinville – SC                                                                                                                                Agosto 1996 a setembro 1997


Confecção de quatro painéis cenográficos para a casa noturna “Resumo da Ópera”

Ano de 1995

São Paulo - São Paulo



Ilustrações para o periódico Nicolau - números 38 e 42

Ano de 1993 - Secretaria do Estado da Cultura

Curitiba - Paraná



Exposição de desenho e aquarela (individual)

Período de 24 de Setembro a 03 de Outubro de 1993,

realizada na Galeria de Arte “Cel. Olavo Gronau” - Círculo Militar de São Paulo

São Paulo - São Paulo



Mostra de desenho (individual)

Período de 21 a 30 de Julho de 1992, realizada na Biblioteca Pública do Paraná

Curitiba - Paraná



Mostra de desenho e aquarela (individual)

Período de 09 de Maio a 04 de Julho de 1990, realizada na Livraria e Papelaria  “Ipê Amarelo”

Curitiba - Paraná



Mostra de desenho e aquarela (individual)

Período de 02 a 16 de Abril de 1990, realizada no saguão da Biblioteca Pública do Paraná

Curitiba - Paraná



Mostra de desenho (individual)

Período de 24 de Setembro a 10 de Outubro de 1984, realizada  no saguão do ICEB - Universidade Federal de Ouro Preto.

Ouro Preto - Minas Gerais



Mostra de desenho (individual)

Período de 19 a 23 de Julho de 1984, realizada no saguão do Centro de Vivências da Universidade Federal de Viçosa.

Viçosa - Minas Gerais





CONFERÊNCIAS


Oficina: Contar histórias 

Realizada entre 30 de abril e 03 de maio de 2002                                                                     Para professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Professor Roberto Mange” – AR/BT    São Paulo – São Paulo



Palestras: “Saber ver é fazer arte”
Realizadas em 26 e 27 de agosto de 2000,

nas oficinas de artes plásticas do SESC Pompéia.

São Paulo – São Paulo



Oficina: desenho e linguagem em artes visuais.

Contando histórias.

Realizados de maio a dezembro de 1999 – Público: crianças e adolescentes de 7 a 14 anos.                                                                                                                                               Centro de Convivência de Perus – fone: 3917 0755                                                                        São Paulo - São Paulo  



Palestra:  “Saber ver é fazer arte”                                                                               Realizada em 27 de outubro de 1999 na Câmara Municipal de São Paulo.                               São Paulo – São Paulo



Palestra: “Saber ver é fazer arte”                                                                                   Realizada em 14 de junho de 1998 no SESC Pompéia                                                                        São Paulo - São Paulo                                                              

Contando Histórias:

Programa para classes de estudantes do Colégio Santo Agostinho, São Paulo - SP,  onde as histórias incluíam poemas ou textos literários dos autores nacionais estudados.

Março - 1996  2ª série do 2º grau - Abrangendo Romantismo Brasileiro

Maio  -  1996  3ª série do 2º grau - Abrangendo principalmente o Modernismo Brasileiro



Palestra: “Saber ver é fazer arte”.

Realizada em 15 de julho de 1995 no Clube Paulista de Decoração

São Paulo - São Paulo



Palestra: “Desenhando sem lápis e sem papel”

Realizada no dia 24 de Setembro de 1993 no Círculo Militar de São Paulo

São Paulo - São Paulo

segunda-feira, 15 de março de 2010

OMNIA CONVERTUNTUR IN BONUM




Paisagem em Itamonte
óleo sobre tela, 40 x 50 cm


O quadro



O filme


video

As etapas


segunda-feira, 1 de março de 2010


O meu Cézanne


video

A animação mostra a progressão da pintura em tela de 40 x 50 cm, pintura a óleo.

Em outra ocasião fiz estudos a partir dessa tela de Cézanne, quem não se lembra ou não viu, pode conferir aqui.


A tentativa desta vez era de fazer uma cópia mais fiel possível ao original.

Em muitos momentos recordava do tempo de criança quando coloria desenhos, o simples preenchimento de áreas com cores. Enfim, uma brincadeira.

Porém a cópia exige que se procure agir como o autor original fez, isso não é tão simples quando não se sabe como foi. Resta apenas tentar adivinhar examinando o resultado de seu trabalho, isso só parcialmente podia fazer, a imagem que utilizava é fotografia, nunca vi o original que encontra-se na Rússia. Fui ao MASP para ver outros que há na coleção, e acabei vendo também a Arlesiana do Van Gogh, que já vi inúmeras vezes e percebi algo que nunca havia notado. O modo de pintar de um e outro diferem muito. Cézanne trabalha muito com velaturas, camadas de tinta sobre camadas previamente secas, construindo a cor por transparência de véus. Van Gogh não faz isso, ou ele justapõem cor ao lado de cor ou mistura a cor sobre a outra ao aplicá-la na tela, isso explica-se facilmente se considerarmos a prática de Van Gogh que era de pintar o quadro de uma só vez, raramente ele demorava mais de um dia num quadro voltando a ele outras vezes, portanto não havia tempo da tinta estar seca para aplicar outra camada, assim estando a tela com tinta fresca, ao aplicar outra cor ocorre a mistura. Cézanne demorava bastante na pintura de suas telas , tanto que costumava escolher frutas para suas naturezas mortas que durassem vários dias, evitando as que amadureciam e apodreciam mais rápido, para pintar flores preferia as de papel, e das pessoas que retratava exigia paciência de Jó, Sua mulher, que posou várias vezes , se acaso reclamasse da imobilidade obrigatória e prolongada ouvia: “E por acaso uma maçã se mexe?”


Abaixo seguem as imagens, separadamente, da seqüência de confecção que compõem a animação. Em tempo: usei um stencil para marcar as principais formas na tela, o stencil foi feito de uma impressão no tamanho da tela, e com vazados nos locais por marcar.



A seguir a imagem original do quadro pintado por Cézanne.





quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Itamonte




Esta paisagem é tema para uma pintura, será um quadro a óleo sobre tela, nas dimensões de 40 x 50 cm. O local é em Itamonte, no estado de Minas Gerais.



A seguir umas experiências a aquarela e bico de pena, em dimensões bem reduzidas, aproximadamente 9 x 12 cm.




No primeiro foi feita uma base em aquarela e depois os traços em nanquim violeta a bico de pena.




Outro cartão, na primeira fase, apenas aquarela e poucos traços em bico de pena.

Abaixo foi acrescentado traços a bico de pena com tinta azul. Porém o traçado não casou bem com a base em aquarela, resultou um pequeno desastre.




Mais uma pequena aquarela sobre a qual se acrescentará traços a nanquim, desta vez verde.




Ainda outro cartão, apenas aquarela com alguns traços de bico de pena sem nanquim.



A natureza da aquarela induz a um traçado fluido.
Tentaremos fugir dessa indução.



No cartão acima, procurei construir a imagem com manchas contidas em uma estrutura mais quadrada e retilínea evitando a fluidez excessiva da água.




palimpsesto - papiro ou pergaminho cujo texto primitivo foi raspado, para dar lugar a outro


pálin - antepositivo, do adv.gr. pálin 'de novo, com repetição; em sentido inverso'


estet(o) - antepositivo, do gr. aisthétós,ê,ón 'perceptível pelos sentidos, sensível', p.opos. a noétós,ê,ón 'que pode ser percebido pela inteligência',


A sequência abaixo é uma tentativa de aproveitar um papel já utilizado em uma aquarela que não deu certo. Isso é uma atitude normalmente temerária, pois a imagem já estabelecida afeta na construção da imagem que se quer fazer nova causando imagens confusas.





O papel foi virado à posição normal de paisagem e recebeu um traçado de esboço com pastel sépia. A imagem original continua predominante e o traçado fica parecendo apenas sujeira. Passei a aplicar tinta guache, tentando firmar a imagem nova, mas sem nenhum sucesso.



Espalhei então com água a tinta acrescentada, borrando mais ou menos uniformemente toda a superfície do papel, a imagem original do rosto ficou quase imperceptível.



Sobre a base escura terrosa fui agregando tinta em cores mais claras, definindo pouco a pouco a nova imagem.



Afinal a imagem concluída, totalmente independente da imagem original do rosto. Apenas que o fundo em tons escuro terrosos, produziu uma paisagem quase noturna, em que as sombras começam a predominar.



Guache, 190 x 280 mm



Este acima é um estudo a grafite, bastante detalhado. Entretanto não tenho muita paciência para tais estudos, e fica tudo meio confuso, uma imagem não muito clara.



Outra abordagem tentando carregar menos no traço. Pareceu-me ainda pesada.



Outra tentativa, poucos traços, quase nada, como breve anotação. Porém cada traço deve condensar o máximo de informação. Uma tarefa difícil.



Uma aquarela em maiores dimensões, 310 x410 mm.